Agradeço a todos e a todas que confiaram em mim e depositaram seu voto na urna. Tivemos uma votação expressiva, mas não foi suficiente para eleger. Agora é hora, mais do que nunca, de não esmorecermos e arregaçarmos as mangas para eleger a DILMA nossa Presidente, para o Brasil continuar mudando e não voltarmos aos tempo do atraso e do retrocesso.

CONTO COM VOCÊ! A LUTA CONTINUA....

Luis Vanderlei LARGUESA


Acessem também:

Página no Orkut dos amigos do Larguesa: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=fpp&uid=12417239803043432090

http://www.dilma13.com.br/

http://www.pt.org.br/

http://www.pt-sp.org.br/

Comunidade do PT/SBO: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=49652528

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Brasil no Rumo Certo: Dilma Cresce nas Pesquisas

MEU CORAÇÃO É VERMELHO

Dilma enfrenta Serra. Dilma não é só Lula.


“Lula construiu o alicerce. Agora, é avançar”.

Dilma Rousseff deu entrevista a Cynara Menezes e Sergio Lírio, da Carta Capital, pág. 26.

Dilma não se recusa a enfrentar Serra, cara-a-cara.


- Educação

“Quem fala em educação de qualidade e não fala do professor joga pérolas aos porcos.”

Serra joga pérola aos porcos e dialoga com os professores de cassetete na mão.


- A herança maldita do FHC/Serra

“Era uma situação de estagnação, desigualdade e desemprego”.

O jênio diz que pode mais.


- Política social

“Pega o que está sendo feito em Manguinhos, no Alemão, Pavão-Pavãozinho. É a volta do Estado”.

O jênio fugiu do Jardim Romano alagado.


- Sobre o PiG (*)

“De que adianta ? Qual a eficácia ? Mais do que somos criticados, e daí ? Qual a nossa aprovação ? 76%.”

O jênio é o queridinho do PiG. De que adianta ?


- Sobre a resistência ao regime militar

“Sinto muito orgulho de ter resistido do primeiro ao ultimo dia, de ter ajudado o país a transitar para a democracia, e de não ter mudado de lado.”

O jênio fugiu para o Chile e mudou de lado.


- Impeachment

“A habilidade do Presidente Lula consistiu em ir para os movimentos sociais e deixar claro que impeachment não seria uma coisa adequada à democracia no Brasil.”

No dia 1º. de Maio, o jênio fugiu dos trabalhadores.


- Herança maldita do FHC/Serra - II

“Encontrei no Ministério das Minas e Energia um engenheiro para 20 motoristas.”


- Redução dos juros

“O que não dá é achar que se faz isso por decreto”.

O jênio acha que resolve juros e cambio “por indução”.


- Privatização

“Privatizar patrimônio público (como o Serra fez com a Vale – PHA), banco, estatal do nível da Petrobrás, Eletrobrás, é absolutamente absurdo e a vida nos deu razão.”


- Brizola e Arraes

“Admirei muito o Brizola. Tinha … uma grande noção de soberania. O Brizola pensou na educação em 1962 e o Miguel Arraes na eletrificação rural … Enxergaram problemas que no Brasil não se enxergava. Quando se olha para trás, a política de Arraes e Brizola … foi excepcional.”

Sobre os anos militares, o jênio defendeu o “seu Frias”, que usava os carros para ajudar a repressão.

Clique aqui para ler como Serra defendeu “seu Frias” e a Folha (**) na casa do Claudio Abramo.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/06/07/dilma-enfrenta-serra-dilma-nao-e-so-lula/

NOTÍCIA RUIM

Um amigo, jornalista que trabalhava em uma grande editora brasileira, editora esta que é responsável por determinada revista, me confidenciou o seguinte uma semana atrás.

"Os editores-chefes checam os textos dos jornalistas por palavras-chave". Assim, toda vez que um manezinho da ilha faz alguma matéria sobre quase qualquer assunto, são ressaltadas palavrinhas que possam esconder temas "sensíveis".

Esses temas claro, envolvem a seara de manipulação da editora. Ideologia pura.

Desta forma, "comunismo", "Cuba", "PT", "PSDB", "Serra", "Dilma", e uma vasta gama de outras palavrinhas fazem piscar a tela do encarregado da vigilância. Isso leva o editor a verificar se o texto que usou essa palavra, esteja na linha de pensamento do dono da empresa.

Por causa disso, uma inofensiva matéria sobre mergulho, que cita as águas cubanas como uma das melhores do mundo para a prática do lazer, é olhada de perto. Dá pra falar que a natureza é linda, mas tem que dizer no final, que o regime dos Castro é tirano e por causa disso o povo é massacrado. Uma reportagem de cinema, exemplificada pelo meu amigo, precisou ser escrita com muitos malabarismos porque seria necessário falar do sistema de saúde da ilha caribenha. Mas usar o nome do país faria piscar o vigilantômetro. O cara teve que dar muitas voltas pra deixar o leitor antenado.

Bem, essas foram as revelações dele. Eu não assino embaixo. Mas também não duvido. E como o padrão da nossa mídia é publicar mesmo que não se possa provar o contrário, ou seja, na dúvida nós atiramos, eu sou obrigado a seguir a mesma linha.

De qualquer modo não é dificil supor uma coisa dessas. Um dia depois de anunciado o fabuloso PIB trimestral do Brasil, que cresceu o equivalente a uma China, os jornais são cautelosos. Preferem jogar notícias ruins pra tampar o buraco. Falar do PIB seria dar munição pra Lula e Dilma. Falar do PIB seria desqualificar o Zé Ladeira (abaixo - PHA) e seu mentor, o Don Fernando.

Sendo assim, melhor desqualificar.

Ontem uma pessoa me pergunta. Mas se eu não ler a imprensa tradiconal, vou me informar por onde?

Pensei com meus botões. E por acaso mentira é informação?

Fonte: http://anaispoliticos.blogspot.com/2010/06/noticia-ruim.html

terça-feira, 8 de junho de 2010

Irã não tem urânio para construir bomba, diz Amorim



O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou ontem que o Irã tenha urânio suficiente para construir uma bomba atômica. Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o chanceler brasileiro informou que os iranianos detêm 2.400 quilos do elemento radioativo.

Segundo acordo firmado no mês passado com o apoio do Brasil, o Irã se comprometeu a enviar 1.200 quilos de urânio à Turquia – o que reduziria o estoque atual pela metade. “A melhor informação que tenho, inclusive de serviço secreto de países que são contra a posição do Irã, é de que são necessários no mínimo 2 mil quilos de urânio levemente enriquecido para produzir uma bomba atômica rudimentar, semelhante à que foi usada em Hiroshima”, afirmou.

Celso Amorim esteve no Senado para comentar o acordo firmado entre Irã, Turquia e Brasil. Para o ministro, a Declaração de Teerã não resolve todos os problemas relacionados ao programa atômico iraniano, “mas ajuda a criar confiança para tratar de outros temas difíceis”. “Criamos uma oportunidade. Pode ser que não queriam aproveitar. Mas o Irã quer negociar”, disse.

O acordo celebrado com o Irã prevê que o país receba um quilo de combustível nuclear para cada dez quilos de urânio levemente enriquecido enviado ao território turco. O Irã deve depositar 1.200 mil quilos na Turquia em troca de 120 quilos de combustível.

Mesmo com o acordo, os Estados Unidos e países da comunidade européia defendem a aplicação de novas sanções ao Irã. Para Celso Amorim, insistir nas medidas repressivas seria “antiproducente”. “Sanções levam a um beco sem saída. A maneira como estão sendo negociadas essas sanções é estranhíssima”, disse.

Fonte: PT na Câmara

José Luís Fiori analisa: “Um acordo e seis verdades”

José Luís Fiori analisa: “Um acordo e seis verdades”

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Alckmin e Aécio - Trabalhando contra o Serra?

Um passarinho me contou que, o que Aécio e Alckmin dizem para a imprensa e para os correligionários tucanos em apoio à candidatura do Serra, é mero jogo de cena!

Que estão mais preocupados em manterem-se vivos no cenário político (Aécio em Minas com sua eleição para o Senado e, se possível, a eleição do Anastásia como seu sucessor no Governo Mineiro e Alckmin em São Paulo, com o grupo de Serra enfraquecido e, praticamente, extinto pós 03 de outubro) do que se lançarem numa aventura, com possibilidades quase nulas da eleição de Serra.

No fundo, já sabiam, desde o ano passado, que dificilmente o Lula não faria o seu sucessor, independentemente de quem fosse o(a) candidato(a) governista.

Tanto a retirada de cena (da disputa pela vaga de presidente no PSDB) de Aécio no final do ano passado, como a submissão de Alckmin a todas as imposições do grupo serrista, como condição para obter o posto de candidato a governador de seu partido (Aloisio Nunes ao Senado ao invés de Anibal; imposição do marqueteiro do DEM/Kassab/Serra como seu coordenador de comunicação, etc.), além do seu silêncio e distanciamento da disputa presidencial, na verdade, seria uma estratégia muito bem bolada para não se contaminarem com uma possível derrocada da ala Serrista no Tucanato.

Isto significa que caminharão com as próprias pernas e com recursos próprios e deixariam a ala serrista e a grande imprensa aliada de Serra (P.I.G.) que afundassem sozinhos.

E mais, com Serra e toda a sua “tchurma” enfraquecido, emergiriam como os principais lideres do tucanato, com novo discurso e rolpagem, desligando-se do DEM e PPS, para adotarem um discurso mais progressista e com uma postura de oposição qualificada com propostas, abandonando-se o atual estilo de oposição sistemática, raivosa e sem conteúdo qualificado, com vistas a vôos futuros.

Mesmo porque, tecnicamente são novos e poderiam aguardar melhores condições, nem que venha durar mais oito anos.

Olha, se o passarinho que me contou tudo isto estiver certo, realmente é uma jogada de mestre.

Os braços cruzados de Alckmin

Os braços cruzados de Alckmin
Publicado em 07-Jun-2010
Os tucanos estão bravos com seu candidato a governador...

Os tucanos estão bravos com seu candidato a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que, segundo eles, acomodado com os índices atribuídos pelas pesquisas recolheu-se e não faz campanha pró-José Serra (PSDB-DEM-PPS), aspirante pela oposição a Presidência da República. Como exemplo de que Alckmin cruzou os braços até agora, ilustram com o fato de que enquanto nosso candidato a governador, Aloizio Mercadante (PT e mais nove partidos aliados) visitou 22 cidades no mês passado, Alckmin foi a apenas nove pelo levantamento tucano. Viajou sozinho, sem Serra e só fez campanha para si próprio.

Para azedar ainda mais a semana tucana, levantamento publicado pela Folha hoje mostra que a base mineira do ex-governador Aécio Neves (PSDB) mantém-se irredutível e não apoia Serra. Ouvidos 264 prefeitos do PSDB, DEM e PPS, nada menos que 79 (quase 1/3) confessaram-se neutros, indecisos ou apoiam Dilma Rousseff. Pior, sondagem idêntica feita meses atrás indicou situação semelhante, o que quer dizer que Minas continua onde sempre esteve, não mudou: não vota em Serra e não perdoa a forma como o tucanato paulista defenestrou seu ex-governador da disputa do Planalto esse ano.

Fica claro, assim, que nos dois maiores colégios eleitorais do país (SP, 30 milhões de eleitores; MG, 14 milhões) Alckmin e Aécio vão dar o troco a Serra. Em São Paulo, Alckmin já está fazendo agora o que Serra lhe fez quando disputou a prefeitura paulistana em 2008. Serra não só não apoiou sua candidatura, como o abandonou e fez campanha pró-reeleição de seu preferido, o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Assim, tudo indica que Alckmin não fará campanha por Serra. Mais atento aos dados atuais das pesquisas do que à sorte do candidato de sua coligação PSDB-DEM-PPS a presidente, Alckmin vai se manter em silêncio, evitar polêmica e tentar segurar seus índices. Vai fazer com Serra o que este lhe fez em 2008 e também em 2006, quando (Alckmin) foi candidato a presidente, Serra foi contra e cruzou os braços na campanha eleitoral daquele ano.

Fonte: Blog do Zé

Tucanos aumentam a carga tributária bruta paulista.




Serra e Alckmin fizeram, na semana passada, campanha na Associação Comercial de São Paulo, em frente ao impostômetro, aparelho que supostamente mede a quantidade de impostos que os brasileiros pagam por minuto no país.

A redução da carga tributária no país é tema recorrente em todas as eleições, e os tucanos adoram posar como defensores de um país com menos impostos. Quando governam, o que se vê é o inverso. Já foi assim durante o governo FHC.

No estado de SP, onde os tucanos governam há 16 anos, a história não é diferente.

Se analisarmos o valor total dos impostos pagos ao governo paulista em relação ao valor do produto interno bruto/PIB do Estado, observamos que esta relação não parou de crescer de 1996 a 2009. Esta é a pouco famosa carga tributária bruta paulista.

A grande imprensa não se preocupa em fazer esta análise, mas o Transparência SP desvenda estes números.

Utilizamos os valores arrecadados com impostos e taxas pagas ao governo paulista nos últimos 16 anos (basicamente o ICMS e o IPVA) e comparamos com os valores do PIB paulista. Para o PIB paulista dos anos de 2008 e 2009, utilizamos as projeções parciais elaboradas pela Fundação SEADE, órgão responsável pela elaboração de dados estatísticos do próprio governo paulista.

O resultado é bem interessante: em 1996, um ano após assumirem o governo estadual, a carga tributária paulista representava 7,65% do PIB estadual; em 2009, a carga tributária já atingiu a marca de 9,37% do PIB estadual.

Os dois maiores aumentos da carga tributária bruta paulista foram verificados no início do governo Alckmin (2001/2002) e no final do governo Serra (2008/2009).

A diferença entre o discurso e a prática continua enorme.

Fonte: Transparência SP - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com

domingo, 6 de junho de 2010

QUALVICE, essa é ótima.....

Estão dizendo por aí que o problema de Serra nunca foi a calvície.
Na verdade é QUALVICE.

Autor: Mario Sergio

Dantas teria financiado a campanha de Serra em 2002?

Dantas teria financiado a campanha de Serra em 2002?

* Publicado em 04/06/2010 Compartilhe Envie Para um Amigo

Jornalista pergunta: o Dantas financiou o Serra em 2002 ?

O Conversa Afiada reproduz e-mail de amigo navegante (esse não é mineiro):

Dr. P H,

Nessa história aloprada do Serra – clique aqui para ler “Livro desnuda relação de Dantas com Serra” – com o dossiê que não existe tem um ponto neural que ninguém aborda e que exige explicação de um candidato a Presidente da República.

Ou da Justiça Eleitoral.

Creio que a DECIDIR.com existiu 3 anos: de 1999 a 2002. Esse era um período pré-eleitoral, em que Serra seria candidato em 2002, e tomou aquela surra do Lula.

O que precisa ser bem investigado e esclarecido é se a DECIDIR.com não foi um instrumento do Daniel Dantas para financiar a campanha do José Serra em 2002.

A hipótese é que isso teria sido feita sem declarar, é claro, à Justiça Eleitoral!

Teria Serra cometido um crime eleitoral em 2002, com o apoio daquele que você chama de “passador de bola apanhado no ato de passar bola” ?

Para responder a essa pergunta é fácil.

Basta que uma das Verônicas, ou a Serra ou a Dantas, revele os detalhes da capitalização da DECIDIR.com.

Fala-se que a empresa foi capitalizada em 20 ou 30 milhões de dólares em 1999.

Em 2002, a empresa é dissolvida.

Perguntas que um jornalista como você deveria fazer, na minha opinião:

O que aparece nos balanços da DECIDIR.com?

Como uma empresa recém-nascida gastaria 20 ou 30 milhões de dólares?

Se gastou, gastou com o que?

Se não gastou, foi distribuído o capital para os sócios em 2002?

Quanto foi para a Verônica Serra ou a entidade que ela representava?

Quanto o Opportunity da Verônica Dantas colocou na capitalização da empresa?

Em resumo, a DECIDIR.com serviu para o Daniel Dantas financiar a campanha de Serra em 2002?

Essas perguntas dizem respeito à lisura de uma campanha eleitoral – e isso é muito mais importante o que saber se foi você quem falou da ligação da filha do Serra com a irmã do Dantas.

Me desculpe.

Mas, estou preocupado é com o Brizola Neto: eleição se ganha no voto.

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/06/04/dantas-teria-financiado-a-campanha-de-serra-em-2002/

Folha, drogas, mentiras & dossiês

Reproduzo esclarecedor artigo de Saul Leblon, publicado no sítio Carta Maior:

Numa versão dissimulada da manipulação que Veja e Globo fizeram de forma escancarada na última semana, a Folha de S.Paulo resolveu contar ao seu leitor na edição de sábado, dia 5 de junho, um pedaço - ínfimo - da verdadeira história por trás do suposto dossiê contra José Serra que abala a campanha demotucana e ressuscita velhas torpezas presentes nas disputas presidenciais desde o fim da ditadura.

O resumo-malabarista dos acontecimentos não é assinado, o que desde já sugere um produto distinto da reportagem e mais próximo de uma alta "costura" política destinada a salvar as aparências perante leitores e eleitores depois do fiasco da operação-dossiê, que consistia em desqualificar denúncias graves – alucinadamente sempre omitidas - com o carimbo antecipado de conspiração petista. O que parece ter dado errado nesse exercício tantas vezes bem sucedido é que, primeiro, as informações negadas pelos jornalões vazaram e circulam livremente na Internet ; segundo, e mais complicado, a origem guarda credibilidade distinta dos dossiês eleitorais na medida em que se apóia em investigação minuciosa, ancorada em documentações muitas vezes chanceladas pela Justiça.

Na corrida contra o prejuízo, o produto oferecido aos leitores da Folha mantém a marca registrada de um certo padrão de jornalismo dissimulador, feito para confundir quando a missão de informar se revela inconveniente. É isso que está em marcha nesse momento em relação ao episódio do suposto dossiê. De forma coordenada, veículos diferentes armam um vertiginoso quebra-cabeças feitos de peças conflitantes que não se completam nunca. Dilui-se assim o que é central numa conveniente trama de sub-enredos reais ou imaginários. Valores em dinheiro totalmente contraditórios são jogados sem explicação. Declarações desencontradas diluem o principal em uma miríade de especulações laterais. Um mesmo personagem faz declarações diametralmente opostas em veículos diferentes, às vezes no mesmo dia. Sobre essa calda pegajosa que aos poucos satura e repugna mantém-se o guarda-chuva que interessa fixar. O vírus permanente da suspeição em relação ao governo, seu partido, sua candidata, seus métodos, a origem dos seus recursos, as relações internas entre seus membros enfim, tudo e todos que gravitam ao seu redor.

A chamada da primeira página da Folha segue a regra - "Jornalista e delegado são pivôs do caso do dossiê". Não há, a rigor, qualquer respaldo para essa manchete nas informações contidas na matéria interna que na verdade a desmente, ao admitir:

a) ao contrário do que Serra afirma e a Folha endossou obsequiosamente no noticiário generosos dos dias anteriores, e continua a insinuar na manchete, o comando da campanha de Dilma em Brasília não contratou nem produziu dossiê algum contra o candidato do conservadorismo brasileiro;

b) os personagens que a manchete arrola como ‘pivôs’ do caso do dossiê teriam participado, diz a matéria, de uma conversa com um publicitário indiretamente ligado à campanha do PT;

c) sempre segundo o padrão Folha de jornalismo, em meados de abril, cogitou-se criar um sistema de inteligência no comitê de Dilma, em Brasília, para detectar a presença de eventuais espiões de Serra –suspeita ancorada em sucessivos vazamentos de informações confidenciais sobre custos e recursos envolvidos na campanha;

d) a criação do ‘serviço’ relatado pela Folha – com as ressalvas anteriores sobre a qualidade da informação prestada por esse jornalismo - teria sido abortada por uma divergência de preço. Ponto. Mas e o dossiê que a Veja denunciou, o Globo repercutiu e a Folha escorou dando destaque às declarações de Serra que afirma ser de responsabilidade “exclusive” de Dilma? Aspas para o texto da Folha, novamente: a) “em 2 de maio”, diz o relato apócrifo, integrantes do PSDB souberam que a campanha de Dilma estaria montando [a mencionada] equipe de "inteligência" com o objetivo, deduziram, de espionar Serra. Fecha aspas. Quem “deduziram”?

A matéria não esclarece, nem questiona. A Folha não revela sequer curiosidade em relação a esse núcleo central da trama que ao deduzir erroneamente – pelo que diz o próprio jornal - criou o factóide surrado do “dossiê petista”, no qual embarcaram todos os veículos, bem como o candidato demotucano, que o PT ameaça levar à justiça para provar a acusação criminosa contra Dilma Rousseff. Por fim, mas não por último, resta a embaraçosa omissão da matéria da Folha sobre o mais importante: o conteúdo efetivo dessas informações cuja divulgação – “circula na Internet”, diz o texto - estremeceria a campanha demotucana, a ponto de se montar um coro despistador na tentativa de desqualificá-las por antecipação.

A dificuldade em tratar o principal é um sintoma da gravidade do que se tenta esconder. Um primeiro ponto remete ao autor das informações em litígio. Sobre esse personagem que a Folha conhece porque admite que já trabalhou na sua redação, bem como na de outros veículos de igual calibre, o texto faz menção curta sem abrir aspas para a entrevista óbvia que o assunto merece. Diz o jornal: “Amaury Ribeiro Júnior ... investigou por anos o processo de privatização brasileiro iniciado nos anos do governo FHC (1995-2002)”.

Omitiu a Folha aquilo que ela e todo o meio jornalístico sabem: o jornalista Amaury Ribeiro Júnior é dono de três prêmios Esso; venceu quatro prêmios Vladimir Herzog, é membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, apenas para citar alguns dados sobre a credibilidade do profissional que investigou e reuniu as informações escondidas pelo sistema midiático ao qual ele pertencia até recentemente. Não estamos falando portanto de uma Eliane Cantanhede. Em frente.

Segundo a Folha: a) “os dados começaram a ser coletados [por Ribeiro Jr] em sua passagem pelo ‘Estado de Minas’, principal diário mineiro, próximo politicamente do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG)”; b) “a apuração começou em 2009, depois que Aécio, então ainda um potencial presidenciável, foi alvo de reportagens críticas...” Alvo de quem? Curioso, no parágrafo anterior, a Folha desqualifica o trabalho investigativo do jornalista ao espetar no "Estado de Minas" o epíteto: “próximo politicamente do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG)”, mas nada relaciona sobre a “proximidade política” dos veículos responsáveis pelas “reportagens críticas” citadas em seguida apenas de raspão. A reportagem-malabarista não assinada da Folha passa olimpicamente por indagações obrigatórias de qualquer pauta cuidadosa. Que tipo de “reportagens críticas”; em benefício de quem foram feitas; um trecho, um exemplo?

Nada. Na verdade, a abordagem isenta exigiria quase que uma auto-imolação do diário da família Frias, uma auto-investigação das perdas e danos causados à informação por seu esférico engajamento na candidatura José Serra, indissociável do anti-lulismo praticado disciplinadamente por quase toda a sua redação.

É inescapável recordar uma passagem que condensa a radicalização inscrita em todo esse episódio, traduzido por um jornalismo de campanha – nunca assumido abertamente - praticado pelo conjunto da mídia conservadora, sobretudo a de São Paulo. Em 4 de março de 2009, o jornal "O Estado de São Paulo", por exemplo publicou – numa seqüência de disparos da mesma cepa deflagrados pela Folha, Globo etc - um artigo criticando de forma agressiva a pressão do governador mineiro Aécio Neves pela realização de prévias democráticas no PSDB para a escolha do postulante à Presidência da República. Àquela altura, a sempre oportuna prontidão do Datafolha dava a Serra 45% das intenções de voto, contra apenas 17% de Aécio Neves, que mal disfarçava o propósito de implodir a blindagem erguida em torno do rival paulista levando a disputa para fora do jogo de cartas marcadas arbitrado pela endogamia entre a cúpula do seu partido e a mídia do eixo São Paulo-Rio.

Os xiliques de Serra e a agressividade dos recados emitidos pelos jornais serristas demonstravam que nem um, nem outro, confiavam de fato nos confortáveis índices oferecidos à opinião pública interna e externa pelo instituto de pesquisas da família Frias. É nessa linha de tensão que surge o artigo “Pó pará, governador?” cujo título trazia uma insinuação de represálias sem limite, caso Aécio Neves insistisse em se colocar na disputa contra o tucano paulista.

A sombra da represália, por certo em munição letal, tanto que Aécio desistiu da candidatura - ficava explícita no parágrafo final do recado assinado pelo versátil porta-voz de interesses inconfundíveis, o jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas, pintor e etc, Mauro Chaves. Depois de denunciar o controle do mineiro sobre a imprensa do Estado ["em Minas, imprensa e governo são irmãos xifópagos"], o texto concluía: "Aécio devia refletir sobre o que disse seu grande conterrâneo João Guimarães Rosa: "Deus é paciência. O diabo é o contrário. E hoje talvez ele advertisse: Pó pará, governador?".

Era uma chamada enigmática para alguns, mas inteligível para os círculos que já ouviram insinuações recorrentes sobre hábitos pessoais do governador.

É sobre esse campo minado por uma luta que dificilmente fará de Aécio um cabo eleitoral mais que formal de José Serra, que explodiu o resultado de anos de trabalho de um premiado jornalistas investigativo do país. A coleção de dados e cifras envolvendo a família, os amigos, assessores de confiança de José Serra, seus laços societários e eleitorais com a família de Daniel Dantas e as ligações do conjunto com privatizações e movimentos milionários de dólares, dentro e fora do país, formam um latejante paiol em forma livro prestes a explodir no colo da coalizão demotucana. Desdobrado em 14 capítulos, com lançamento previsto para depois da Copa do Mundo, o artefato deixa o insone assumido, José Serra, cada vez mais distante de uma noite de sono dos justos. Pior que isso: torna mais improvável ainda que ela ocorra um dia na cama do Palácio do Planalto.

Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/06/folha-drogas-mentiras-dossies.html

A farsa do suposto dossiê anti-Serra

Reproduzo reportagem de Leandro Fortes, publicada na revista CartaCapital:

No modorrento feriado de Corpus Christi, os leitores dos jornais foram inundados com informações sobre uma trama que envolveria a fabricação de dossiês contra o candidato tucano à Presidência, José Serra, produzidos por gente ligada ao comitê da adversária Dilma Rousseff. O time de espiões teria sido montado pelo jornalista Luiz Lanzetta, dono da agência Lanza, responsável pela contratação de funcionários para a área de comunicação da campanha petista.

O primeiro desses documentos seria um relatório sobre as ligações de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB, com Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. Uma história tão antiga quanto os dinossauros e já relatada inúmeras vezes na última década, inclusive porCartaCapital.

A notícia sobre o suposto dossiê, que ninguém sabe dizer se existe de fato, veio a público em uma reportagem confusa da revista Veja e ganhou lentamente as páginas dos jornais durante a semana até ser brindada com uma forte reação do PSDB e de Serra.

Na quarta-feira 2, o pré-candidato tucano acusou Dilma Rousseff de estar por trás da “baixaria” e cobrou explicações. A petista disse que a acusação era uma “falsidade” e o presidente do partido, José Eduardo Dutra, informou que a cúpula da legenda havia decidido interpelar Serra na Justiça por conta das declarações.

Os boatos sobre a fábrica de dossiês parecem ser fruto de uma disputa interna entre dois grupos petistas interessados em comandar a estrutura de comunicação da campanha de Dilma Rousseff, um ligado a Lanzetta, outro ao deputado estadual Rui Falcão. A origem dessa confusão era, porém, desconhecida do público, até agora.

CartaCapital teve acesso a parte do tal “dossiê” que gerou toda essa especulação. Trata-se, na verdade, de um livro ainda não publicado com 14 capítulos intitulado Os Porões da Privataria, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

O livro descreve com minúcias o que seria a participação de Serra e aliados tucanos nos bastidores das privatizações durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. É um arrazoado cujo conteúdo seria particularmente constrangedor para o pré-candidato e outros tantos tucanos poderosos dos anos FHC.

Entre os investigados por Ribeiro Jr. estão também três parentes de Serra: a filha Verônica, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Está sendo produzido há cerca de dois anos e nada tem a ver com a suposta intenção petista de fabricar acusações contra o adversário.

Arapongas contra Aécio

É essa a origem das informações sobre a existência do tal “dossiê” contra a filha de Serra. E a razão de os tucanos terem lançado um ataque preventivo às informações que constam do livro. De fato, Ribeiro Jr. dedicou-se a apurar os negócios de Verônica. Repórter experiente com passagens em várias redações da imprensa brasileira, Ribeiro Jr. iniciou as apurações a pedido do seu último empregador, o Grupo Diários Associados, que congrega, entre outros, os jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas.

O livro narra, por exemplo, supostos benefícios obtidos por Marin Preciado em instituições financeiras públicas, entre elas o Banco do Brasil, na época em que outro ex-tesoureiro de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, trabalhava lá. Para quem não se lembra, Oliveira ficou famoso após a divulgação de sua famosa frase “no limite da irresponsabilidade” no conjunto dos grampos do BNDES.

Em uma entrevista que será usada como peça de divulgação do livro e à qualCartaCapital teve acesso, Ribeiro Jr. afirma que a investigação que desaguou no livro começou há dois anos. À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos.

“O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.”

A ligação feita entre o nome de Ribeiro Jr. e o anunciado esquema de espionagem do comitê de Dilma deveu-se a um encontro entre ele e Lanzetta, em Brasília, no qual se especulou sobre sua contratação para a equipe de comunicação da campanha petista. Vencedor de três prêmios Esso e quatro prêmios Vladimir Herzog, entre muitos outros, Ribeiro Jr., 47 anos, é conhecido por desencavar boas histórias. Herdeiro de uma pizzaria e uma fazenda em Campo Grande (MS) e ocupado com a finalização do livro, o jornalista recusou o convite.

Na entrevista de divulgação do livro, Ribeiro Jr. afirma que a obra estabelece a ligação de diversos tucanos com as privatizações e desnuda inúmeras ações com empresas offshore para fazer entrar no Brasil dinheiro oriundo de paraísos fiscais. “São operações complicadas e necessitam ser explicadas com cuidado para os brasileiros perceberem o quanto foram lesados e em quanto mais poderão ser.”

A aproximação entre Ribeiro Jr. e Lanzetta, contudo, teria sido suficiente para que grupos interessados em ganhar espaço na campanha petista desencadeassem uma onda de boatos sobre a formação de um time de contraespionagem para produzir dossiês contra os tucanos. Diante do precedente dos “aloprados” do PT, a mídia embarcou com entusiasmo na versão depois assumida com tanto vigor pelos próceres tucanos. É mais um não fato da campanha.

Dilma rechaça dossiê

O mesmo fenômeno envolveu o ex-delegado federal Onésimo de Souza, especialista em contraespionagem que chegou a oferecer serviços ao PT de vigilância e rastreamento de escutas telefônicas. Como cobrou caro demais, acabou descartado, mas foi apontado como futuro integrante da tal equipe de arapongas de Dilma Rousseff.

Por ordem da pré-candidata, qualquer assunto relativo a dossiê e afins está proibido no comitê de campanha instalado numa casa do Lago Sul de Brasília. Dilma se diz “estarrecida” com as acusações veiculadas, primeiro, na revista Veja e, em seguida, por diversos outros veículos — sempre com foco na suposta espionagem, nunca no conteúdo do suposto dossiê.

Aos auxiliares, a petista mandou avisar que não aceitará, “em hipótese alguma”, a confecção de dossiês durante a campanha e demitirá sumariamente quem se envolver com tal expediente.

Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2010/06/farsa-do-suposto-dossie-anti-serra.html

sábado, 5 de junho de 2010

Mercadante focará campanha em transporte, educação e segurança

Mercadante focará campanha em transporte, educação e segurança
Sábado, Junho 05, 2010 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com
extraído de: http://servidorespent.blogspot.com



Qual a importância da frente partidária em torno de sua candidatura?

Em 2006, quando fui candidato, tivemos o apoio de três partidos e chegamos a 32% dos votos. Desta vez, teremos 12 partidos, com o apoio de praticamente todas as centrais sindicais e um amplo setor do PMDB, que acompanhará Michel Temer (indicado pela legenda a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff) e o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Vamos ter um setor do PTB que nos apoia, com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados, como Frank Aguiar, além de setores do DEM. Essa coligação bem mais ampla mostra que há uma insatisfação grande com o continuísmo de quase 28 anos de um mesmo grupo político no poder. Foram 12 anos de PMDB, mais 16 anos de Geraldo Alckmin como vice-governador, governador e secretário de governo. Há um desejo de mudança e também um grande reconhecimento da qualidade do governo Lula neste momento extraordinário que o país atravessa. Tudo o que fizemos pelo Brasil, podemos fazer por São Paulo.

Qual o peso, para sua campanha, do apoio de nomes como o do vereador Milton Leite (DEM), historicamente ligado à direita?

Apoio é sempre bem-vindo na campanha, e a gente avalia que não há coesão dos nossos adversários em torno da candidatura do Alckmin. O governador interino (Alberto Goldman), assim que tomou posse, disse que ele não era o melhor candidato. Todo mundo sabe que ele não era o candidato preferido dos tucanos José Serra (pré-candidato à Presidência) e Aloysio Nunes, e também do Orestes Quércia, do PMDB. Não era e não sei se será o candidato ideal do Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Tudo isso fortalece a nossa candidatura. Temos forte unidade no PT, ampliamos nossas alianças e atraímos setores que são historicamente das bases do PSDB. Isso ajuda a viabilizar um segundo turno, quando eu e o Alckmin poderemos debater com profundidade. Vou mostrar que São Paulo precisa mudar muito e que não pode continuar acomodado, porque o Brasil vai crescer fortemente nos próximos anos.


De que forma as candidaturas de Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) ao Senado poderão ajudá-lo?

Em 180 anos de Senado, nunca houve um negro ou uma mulher na representação de São Paulo. Nós vamos lutar para que essas duas coisas aconteçam de uma vez só. O Netinho vem da periferia, da cultura, já é vereador e tem se preparado muito para esse desafio. E a Marta foi uma grande deputada federal, contemporânea, moderna e de muita coragem, e uma grande prefeita, com sensibilidade social e política. Os dois vão contribuir muito para nossa vitória.


O PSDB governa o estado há 16 anos. Qual o maior problema da gestão tucana na visão do senhor?

Estarem há tanto tempo no governo. São quase 28 anos de um mesmo grupo político (PMDB e PSDB) no poder. Depois, temos a Grande São Paulo, em especial a capital, com um grave problema de transporte e trânsito. As pessoas perdem 2 horas e 43 minutos por dia, ou 35 dias úteis por ano, no trânsito. Isso é uma queda na qualidade de vida. Eles foram incapazes de pensar uma política urbana integrada à de transporte. A gestão do Alckmin praticamente não investiu em metrô, os trens da CPTM estão sobrecarregados, o Ferroanel, que deveria ter sido inaugurado junto com o Rodoanel, não foi feito. Eles prometeram 20 trens em cada linha e isso não aconteceu, pararam os investimentos nos corredores de ônibus, inclusive nos intermunicipais. Tudo isso começa a prejudicar a competitividade da economia paulista. No interior, temos o abuso visível dos pedágios, com as tarifas mais altas do mundo e muitas praças de cobrança. Outra área problemática é a segurança pública. São Paulo tem hoje o pior salário de polícia do Brasil: um delegado ganha cerca de 5.200 reais, enquanto no Piauí o salário é de 7.140 reais. A disparidade é muito grande. Há profunda insatisfação nas polícia Civil e Militar. Chegamos a ter confrontos entre as polícias. E qual é o resultado disso? Todos os indicadores pioraram no ano passado: homicídios, roubo, assalto e sequestro. Especialmente no governo Alckmin, houve perda de controle do sistema prisional, com os ataques do PCC em 2006, que deixaram 42 policiais e 16 agentes penitenciários mortos. O controle do sistema prisional está nas mãos das organizações criminosas, e os presídios viraram universidades do crime.


A Secretaria de Segurança Pública paulista diz que os homicídios caíram 69% nos últimos dez anos.

No ano passado, os homicídios no interior cresceram 16%; neste ano, o número de homicídios praticados pela própria polícia subiu 40%. Há uma deterioração do sistema de segurança pública, falta policiamento ostensivo e chegamos ao ponto de ter assalto dentro de delegacia. Não adianta mais o governo tapar o sol com a peneira. A população sabe que o estado está inseguro. As prisões no interior levaram a criminalidade para lá, o crack já está tomando conta de várias cidades, mas alguns estados reagem com certa eficácia a tudo isso. Até o Rio de Janeiro vem reagindo positivamente, mas em São Paulo não vemos a mesma energia e determinação.


Qual seu principal projeto para são Paulo, caso seja eleito?

Separar os presos por grau de periculosidade e introduzir trabalho e educação para os detentos de menor periculosidade. Fazer também o monitoramento eletrônico dos presos, com tornozeleiras eletrônicas, que é um projeto meu, aprovado pelo Senado. Assim, poderemos introduzir penas alternativas. Precisamos ainda tratar como política prioritária a educação. O quadro é desolador: temos 100.000 professores sem concurso, são contratados professores sem formação específica, porque os salários são muito baixos. Se quisermos recuperar a educação, temos que começar pelos professores, valorizando a profissão, o processo de formação continuada, o estímulo à graduação e à pós-graduação. Teremos que fazer um grande investimento em tecnologia, com banda larga e laptop para os alunos, formando uma escola acolhedora e ágil, com interatividade e produção pedagógica digital. Na saúde, precisamos de investimentos em prevenção. O setor público tem que dar direito a diagnóstico para as famílias. Hoje, 41% da população têm que pagar plano de saúde porque a saúde pública é muito ruim. Precisamos remunerar melhor os profissionais e, sobretudo, apostar na parceria com o governo federal para a construção das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). O problema é que, em São Paulo, estão sendo construídas 97 UPAs, que ficarão abertas 24 horas por dia o ano inteiro para atender urgências e emergências, e o governo estadual não participa do cofinanciamento de nenhuma delas.


Em pesquisa recente, o senhor aparece com 19% das intenções de voto contra 51% de Alckmin. Esperava tamanha diferença nesse início de pré-campanha?

Na última campanha, em 2006, comecei com 8% e terminei com 32%. O Alckmin, depois de ter ficado no governo por 12 anos, foi candidato à Presidência em 2006, e, quando se candidatou a prefeito de São Paulo, começou com 45% e terminou com 22%. Não foi nem para o segundo turno. Isso mostra que eu tenho um histórico de crescer nas campanhas. O importante nessa hora é o debate político, especialmente no segundo turno: só eu e ele para fazer um balanço e mostrar o que pode e deve ser feito pelo estado. São Paulo sabe a importância do segundo turno e é assim que eu espero vencer as eleições.

Em 2006, em sua primeira disputa ao governo do estado, o senhor foi derrotado. Por que acredita que terá mais chances desta vez?

Sinto diferenças tanto em relação ao apoio político que estamos recebendo, muito mais amplo do que o de 2006, quanto em relação ao entusiasmo da nossa militância, muito orgulhosa do governo Lula e de tudo o que fizemos pelo Brasil. Além disso, sinto esse sentimento de fadiga, cansaço e acomodação da mesma panela no Palácio dos Bandeirantes. O sentimento de mudança e renovação em São Paulo é muito forte e está trazendo apoio à nossa campanha.


O PMDB apoia Dilma Rousseff na corrida à Presidência, mas em São Paulo não está com o senhor. Como lidar com isso?

O Temer está convocando uma grande mobilização no PMDB. Em meados de junho, faremos um encontro em Jales e mostraremos a força do PMDB, com prefeitos, deputados, vereadores e lideranças no apoio de Dilma e Mercadante. Teremos uma grande surpresa em relação ao apoio do PMDB.


O que falta para escolher o vice? O deputado Paulinho da Força disse que o PDT quer o posto de qualquer maneira.

Nós temos vários bons candidatos, ao contrário da campanha de alguns, que ainda não conseguiu encontrar nomes. Nós temos mais vices do que vaga (risos). Temos que ter habilidade e, como temos tempo até a convenção de junho, vamos amadurecer, para ter grande unidade em torno de um vice. O PDT tem sugerido bons nomes, como o Doutor Hélio, prefeito de Campinas, que é uma liderança muito importante. E o Major Olímpio, que traz a pauta de segurança pública à tona, mostrando a insatisfação nessa área. Temos ainda o (Eduardo) Suplicy, uma liderança histórica do PT, grande amigo e uma pessoa com quem convivo há mais de 30 anos e em quem tenho muita confiança, o que fortalece nossa chapa. De fato, havia um entendimento de que o PDT indicaria um vice. Nós temos que construir uma saída unitária com eles. E o faremos.


Na campanha de 2006, pessoas ligadas a sua candidatura ao governo do estado se envolveram na compra de um dossiê falso contra Serra. O senhor acredita que isso pode prejudicá-lo nessa campanha?

Acho que existem coisas que, para os amigos, não precisamos explicar, para o cidadão, devemos explicar, mas, para os adversários, não adianta explicar. Faz parte da política. Esse episódio serve para demonstrar de forma decisiva que a campanha se faz em torno de ideias e debates de propostas. Esse é o caminho para a nossa vitória em São Paulo e eu espero que os militantes tenham aprendido. Eu me sinto muito seguro para essa discussão, afinal de contas, o Ministério Público, órgão rigoroso que denunciou centenas de parlamentares e patrocinou a cassação de governadores, disse que não havia um único indício da minha participação (no episódio do dossiê) e o Supremo (Tribunal Federal) anulou e arquivou por unanimidade esse processo em duas votações. Estou tranquilo.

Fonte: http://transparenciasaopaulo.blogspot.com/2010/06/mercadante-focara-campanha-em.html

Dilmônica...

O ataque leviano de José Serra contra a Bolívia e a aula de Dilma Rousseff

Nem a Globo aceita os pedágios do serra

A vingança de Alckmin em SP

A vingança de Alckmin em SP

Serra e Alckmin: mui amigos

Do Blog Raquel Faria, colunista de política do jornal mineiro O Tempo.

Hora da Vingança: Voto Dilmalckmin ameaça Serra em SP

A cúpula da campanha tucana está irritada com o comportamento retraído do candidato a governador do PSDB em São Paulo, Geraldo Alckmin. E deve colocar as barbas de molho: com José Serra em queda nas pesquisas, já começam a surgir os simpatizantes do voto Dilmalckmin – os eleitores que votam Dilma presidente e Alckmin governador.

A reclusão de Alckimin é visível. Tem viajado muito pouco. E pior: cumpriu apenas uma agenda com Serra, que cobra mais empenho do candidato a governador.

A queixa em relação ao comportamento retraído de Alckmin coincide com a piora do desempenho de Serra nas pesquisas. Segundo o Datafolha, diminuiu em 12 pontos a diferença entre Serra e Dilma na região Sudeste, aí incluído o estado de São Paulo: a petista ganhou sete pontos e o tucano perdeu cinco. Certamente, Alckmin não quer perder os eleitores paulistas que estão migrando de Serra para Dilma. E pode preferir tocar sua campanha um tanto descolada da candidatura de Serra.

A preocupação de Alckmin com o eleitorado de Dilma se justifica. O voto Dilmalckmin já é uma realidade. O candidato a governado tucano tem a simpatia de pelo menos 40% dos sindicatos filiados à Força Sindical-SP. Mas, os elogios a Alckmin entre dirigentes sindicais são diretamente proporcionais às críticas a Serra. Eles se reusam a aderir ao presidenciável tucano e a maioria é abertamente favorável a Dilma Rousseff.

PASSADO ASSOMBRA

O relacionamento entre Serra e Alckmin tem sido conturbado. E nem sempre amistoso. Na verdade, repleto de desentendimentos, mágoas e traições.

Em 2006, Alckmin comprou briga com Serra para ser o candidato tucano à Presidência da República: ganhou a queda de braço contra o correligionário, mas perdeu a eleição para Lula e viu seu rival tucano levar o governo estadual. Em 2008, um novo desentendimento fez com que Alckmin saísse como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, apesar do apoio de Serra ao democrata Kassab, que saiu vitorioso.
Fonte: http://blogdacoroa.wordpress.com/2010/06/05/a-vinganca-de-alckmin-em-sp/